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Dona de carro recebeu e-mail sobre defeito 3 dias antes de acidente fatal

Dona de carro recebeu e-mail sobre defeito 3 dias antes de acidente fatal

‘NY Times’ conta história de 1ª motorista morta após GM convocar recalls.
Falha que desliga o carro ‘do nada’ é relacionada a 21 mortes.

Uma mulher de 27 anos do estado da Virgínia, nos Estados Unidos, é considerada a primeira pessoa a morrer em acidente com um carro relacionado ao mega-recall da General Motors depois de os chamados para conserto terem começado.

Uma falha na ignição, que faz o veículo desligar “do nada”, motivou a convocação de milhões de carros pela montadora neste ano, nos EUA. O acidente de Lara Gass aconteceu em 18 de março, cerca de 1 mês após o primeiro recall relacionado, de 1,37 milhão de veículos. Três dias antes do desastre, o pai de Lara recebeu uma mensagem da GM, avisando que o carro dela estava também seria alvo de recall, segundo relatou o jornal “The New York Times” na última quinta-feira (25). O e-mail foi repassado no mesmo dia.

 

ESCÂNDALO NA GM
Falha em carro gera mega-recall nos EUA

Até esta semana, 21 mortes haviam sido relacionadas ao defeito na ignição.

O recall de fevereiro foi sucedido por ao menos mais quatro chamados, envolvendo, até junho passado, cerca de 15 milhões de veículos vendidos na América do Norte, fabricados entre 1997 e 2014.

A presidente da montadora, Mary Barra, que assumiu o posto em janeiro passado, teve de ir ao Congresso dar explicações sobre a demora da empresa em agir.

Em visita ao Brasil, em agosto, ela disse que o grave episódio gerou “um aprendizado valioso”, mas que agora pretende olhar para frente, embasada em uma série de medidas adotadas para que ele jamais se repita. “Se houver problemas, vamos corrigir: se surgirem na próxima terça-feira ou daqui a anos, vamos corrigir”, prometeu Mary.

Alvo de processos judiciais, a GM negocia indenização às vítimas. O “NY Times” diz que a família de Lara Gass será uma das primeiras a receber o pagamento.

Carro carbonizado
Segundo a reportagem, Lara dirigia um Saturn Ion 2006 por um trajeto que ela costumava fazer até o trabalho, mas naquele dia fazia muito frio e havia nevado. Dois utilitários colidiram mais adiante, e dois caminhões que estavam na frente dela frearam para evitar atingir os carros. Lara tentou frear, mas acabou atingindo a traseira de um dos veículos pesados.

Inicialmente, o mau tempo foi apontado como causa dos acidentes.

O pai de Lara contou que ela era apegada ao carro e deu até um apelido ao veículo: Ivan

O pai de Lara, Jay Grass, contou que ela era apegada ao carro e deu até um apelido ao veículo: Ivan. O modelo já havia sido alvo de recalls antes, e a jovem sempre atendeu às convocações o mais rápido possível, relatou ele.

Em 15 de março, um sábado, Jay recebeu o aviso da GM sobre o recall do Saturn e o alerta sobre o risco de levar qualquer outro objeto atrelado à chave do carro, como chaveiros ou outras chaves. Segundo a montadora, o defeito na ignição apareceria após algum tranco no veículo em movimento. O peso de outras chaves ou chaveiro favoreceria esse defeito.

“Do nada”, os carros com ignição defeituosa poderiam desligar não só o motor, mas todo o sistema elétrico, afetando direção, frenagem, e impedindo a abertura dos airbags.

Jim disse que repassou a mensagem à filha no mesmo dia em que a recebeu, escrevendo no assunto: “Aviso de recall para o Ivan”. Lara estava em Washington, onde participaria de uma maratona. O acidente fatal aconteceu na terça-feira seguinte.

Semanas antes, o pai já havia alertado a jovem sobre a possibilidade de recall, a partir de uma notícia divulgada na época, dizendo que, em breve, deveriam receber um comunicado da montadora.

Policial chegou a dar entrevista a uma emissora de TV local, dizendo que estranhava o fato de Lara não ter conseguido parar o carro

A família diz que Lara foi do carro acidentado por pessoas que estavam no local e que o veículo pegou fogo em seguida.

A cabine ficou tão destruída pelo incêndio que não foi possível confirmar se, junto à chave do carro havia alguma outra, contrariando a orientação da montadora. Apenas a traseira do Saturn não foi consumida pelo fogo.

Policiais que foram ao local anotaram que não havia registro de airbags inflados. Um deles chegou a dar entrevista a uma emissora de TV local, dizendo que estranhava o fato de Lara não ter conseguido parar o carro.

Os familiares de Lara Gass lamentaram ao jornal que a montadora não tenha tirado os carros de circulação, em vez de apenas convocá-los para a troca da ignição defeituosa. Mary Barra, presidente da GM, afirmou ao Congresso no semestre passado que deixaria o próprio filho conduzir um desses carros, contanto que ele deixasse a chave sozinha, sem nenhum outro objeto atrelado.

Em maio passado, o “NY Times” relatou histórias de outras vítimas, como a jovem que passou 10 anos acreditando ser a culpada pela morte do namorado, ocorrida em um acidente com o carro que ela dirigia. Posteriormente, ele passou a ser considerado uma das 21 vítimas do defeito na ignição.

As ofertas de compensação da GM às famílias de vítimas devem ser em torno de US$ 1 milhão por morte.

Fonte: Auto Esporte

Recall: atenda ao chamado

Recall: atenda ao chamado

Os consumidores já estão habituados com a existência dos recalls. Quando um produto apresenta defeito de fábrica que coloque em risco à segurança ou à saúde, o fabricante deve convocar os compradores para substituição das peças problemáticas, do produto como um todo ou até a devolução do dinheiro. E o consumidor deve ir atrás de seus direitos.

A convocação é feita via publicação na imprensa, através de anúncios. Entretanto, mesmo após o fim da veiculação deles, o consumidor tem o direito de ser atendido gratuitamente pelo fabricante. O diretor de fiscalização do Procon de São Paulo (órgão de Proteção ao Consumidor), Marcio Marcucci, explica que o consumidor deve ficar atento às informações.

“Quem comprou um produto que está incluído no recall, pode levá-lo à concessionária a qualquer momento. O ideal é levar o quanto antes, para evitar problemas com as peças defeituosas”, alerta.

Anúncio via imprensa

Além de publicar anúncios em jornais de grande circulação e redes de televisão, as empresas que convocam o recall devem enviar aos Procons estaduais e municipais uma lista com os produtos que devem ser consertados. Periodicamente, a lista é atualizada, de acordo com o andamento dos consertos ou devoluções.

“Se a empresa informa, por exemplo, que apenas 40% dos consumidores que compraram os produtos procuraram o conserto, isso quer dizer que 60% das mercadorias defeituosas ainda estão no mercado. E, por isso, o fabricante é obrigado a manter o atendimento, sem ônus ao cliente”, afirma o diretor de fiscalização do Procon paulista.

Automóveis: campeões de recalls

Boa parte dos produtos que passam pelo processo é ligada à indústria automobilística. Entre 1º de janeiro e 30 de junho de 2012, por exemplo, foram 26 convocações, sendo 22 envolvendo veículos. No mesmo período de 2011, foram 38 recalls, 30 deles ligados aos automóveis.

“O fabricante deve colocar uma rede extensa de concessionárias à disposição. Caso o cliente esteja longe de todos os locais disponíveis, deve entrar em contato com o SAC da empresa e solicitar alternativas. Caso não receba uma resposta satisfatória, deve procurar o Procon de sua localidade”, destaca Marcucci.

Chamadas devem ser claras

O Ministério da Justiça é quem regula os chamamentos em casos de produtos defeituosos. Os anúncios devem conter foto do produto, marca, modelo, data inicial e final de fabricação, defeito apresentado e os riscos.

“O recall é importante, pois trata de assuntos que dizem respeito à segurança do consumidor e de toda a sociedade. Por isso, é importante que o chamado seja feito de forma ampla, e a pessoa que comprou deve atendê-lo assim que puder”, conclui Marcucci.

Bradesco Seguros

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