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Empresas reduzem preço de seguro residencial para ampliar número de clientes

Empresas reduzem preço de seguro residencial para ampliar número de clientes

Pesquisa recente do Ibope Inteligência mostra que cerca de 80% dos entrevistados não investem na proteção como forma de organizar o futuro

omprar a casa própria é o maior sonho de consumo do brasileiro, mas proteger o bem depois que ele foi conquistado, ainda não é uma preocupação. Cerca de 90% das residências do país não têm seguro e normalmente o consumidor prefere evitar pensar em problemas como incêndios, queda de raios, explosões, roubos, empurrando para o futuro o planejamento. Em uma pesquisa recente do Ibope Inteligência, cerca de 80% dos entrevistados responderam que não investem na proteção como forma de organizar o futuro. Para alavancar o mercado e ocupar espaço no segmento bilionário, que abrange mais de 40 milhões de domicílios no país, seguros tradicionalmente vendidos em bancos e corretoras, serão agora oferecidos também nas gôndolas dos supermercados por preços partindo de R$ 60 ao ano. Mas no mercado próspero, há novidades também para idosos, para os muitos ricos e para as residências com animais domésticos.

A seguradora BB e Mapfre está lançando um seguro residencial simplificado para atingir a população brasileira que não contrata a cobertura, nas variadas classes sociais. “Enquanto no Japão perto de 45% dos lares são protegidos, no Brasil esse percentual é próximo a 4%”, diz Marcos Ferreira, presidente do BB e Mapfre nas áreas de auto, seguros gerais e affinities. O projeto piloto já funciona em São Paulo e a partir de janeiro chega a Minas Gerais.

Desenvolvido em formato de DVD para atender canais populares de vendas, o novo seguro residencial é ofertado com preços que variam entre R$ 60 e R$ 85 ao ano e será exposto nas gôndolas dos supermercados, bancas de revistas, rodoviárias, aeroportos, estações do metrô, seguindo o modelo de auto-serviço. O produto oferece coberturas de incêndio, queda de raio, de aeronave e explosão e será vendido também por meio de máquinas, onde o consumidor escolhe o seu seguro, da mesma forma que compra chocolates, refrigerantes e pequenos lanches, em pontos como os aeroportos.

O projeto vai incluir também, nesse modelo simplificado de vendas, as modalidades viagem, vida, celular, pet e carro. O ponto de partida é a proteção para domicílios com valores segurados de até R$ 80 mil, sem análise prévia de riscos. “Queremos atingir a população que está fora do mercado, o desafio está em chegar ao grande público”, reforça o executivo. Segundo Paulo Rossi, superintendente de marketing do grupo BB e Mapfre, as apólices simplificadas vendidas no modelo self service, vão trazer também a lista de exclusões, apontando o que não está coberto pela apólice, sem letras miúdas e em linguagem clara e sem confundir o consumidor.

Precauções

Os seguros residenciais podem oferecer coberturas básicas, mas também incluir proteções mais elaboradas. Para atrair o brasileiro, diversas companhias passaram a oferecer junto com a proteção serviços do popular “marido de aluguel”, bombeiros, eletricistas, encanadores e uma variedade de auxílios para a manutenção doméstica. Marcelo Barbosa, coordenador do Procon Assembleia, diz que o primeiro passo a ser observado nessas apólices, sejam elas com coberturas simplificadas ou complexas, é se certificar de que a seguradora está registradas na Superintendência de Seguros Privados (Susep), depois avaliar três itens importantes: o valor do prêmio (prestação que irá pagar), o valor da franquia e da indenização que irá receber. “Também é importante ler e entender o contrato. Em uma apólice de seguro, tanto as coberturas como os itens excluídos devem ser de conhecimento do consumidor”, alerta Barbosa.

A Mercantil do Brasil Corretora de Seguros criou produtos residenciais voltados para os maiores de 60 anos. O modelo inclui proteção para fratura de ossos, queimaduras, acidentes pessoais, acidente de trânsito e em transporte coletivo. Já Porto Seguro está lançando seguro residência com garantias para imóveis de alto padrão. O objetivo é oferecer proteção a casas e apartamentos com valores de contratação para cobertura básica situados entre R$1 milhão e R$ 20 milhões. As coberturas podem incluir itens como joias, obras de arte e jardins e são voltados para classe A, que representa perto de 3% da população.

 

Mercado é promissor

O Brasil mostra números atrativos para o mercado segurador. Na sétima economia do mundo, assim como a adesão ao seguro residencial ainda é pequena, mais de 80% da população não tem seguro de vida, apenas um terço da frota é segurada e só 1% da população faz seguro quando viaja dentro do país.

Helder Lara Barbosa, presidente do Clube dos Corretores de Seguros de Minas Gerais, diz que a proteção para apartamentos custa em média entre R$ 80 e R$ 200 ao ano. Segundo o especialista, para tornar o produto mais atrativo o consumidor pode incluir diversos serviços em seu contrato. “Uma cobertura importante é a de responsabilidade civil familiar , incluindo os animais domésticos, que protege a família contra danos causados a terceiros.” Marcos Palhares Lemos diretor da Moravian Corretora de Seguros diz que até mesmo a assistência médica aos animais, que cobre acidentes ou fatos inesperados relacionados á saúde pode ser incluídas na proteção residencial, por parcelas que variam entre R$ 2 e R$ 5 ao mês.

Marcelo Barbosa, coordenador do Procon Assembleia reforça que o consumidor deve entender bem o seu contrato para ter expectativas corretas quanto a cobertura que está comprando. “No caso do seguro residencial ele deve entender inclusive a diferença entre furto, furto qualificado e roubo. Muitas apólices cobrem uma modalidade e não abrangem outras. O furto qualificado por exemplo, envolve o arrombamento ou quebra de um vidro da residência. O roubo inclui o uso de armas”, explica.

FONTE: EM.COM.BR

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